sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cesarea Marítima, ponto turístico histórico

                Hoje, sexta-feira, inicia, no crepúsculo da tarde, o Yom Kippur aqui em Israel. Vai até amanhã, ao cair do sol. Os judeus que creem em Deus firmemente, observam vários preceitos. “É o dia do perdão - quando Deus perdoa a todo Israel. Durante esse dia, nada pode ser comido ou bebido, inclusive água. Não é permitido lavar a boca, escovar os dentes ou banhar o corpo. Somente o rosto e as mãos podem ser lavados pela manhã, antes das orações. Não se pode carregar nada, acender fogo, fumar, nem usar eletricidade”.
Mas vamos falar sobre CESÁREA MARÍTIMA. Estive lá, por duas vezes, e tive uma visão boa desta histórica cidade:
No anfiteatro par 10 mil pessoas
            Um dos pontos turísticos mais visitados em Israel é, sem dúvida, Cesareia Marítima, uma cidade portuária construída em 20-13 aC pelo Rei Herodes, o Grande. O nome foi uma homenagem ao imperador romano César Augusto. Localiza-se na costa mediterrânea de Israel, na metade do caminho entre Tel Aviv e Haifa. À época tinha cerca de 125 mil habitantes. Hoje é uma cidade industrial e turística, com praias maravilhosas.
               Herodes implantou, primeiramente um grande porto, que rivalizava com o de Alexandria, no Egito e na época foi o principal porto de todo o Oriente Médio. Ao lado do porto, avançando sobre o mar, construiu seu luxuoso palácio.Cesareia foi uma verdadeira cidade romana. Havia piscinas de água doce, cercadas de colunas de mármore. Um aqueduto, de 37 km, vindo das montanhas do Monte Carmelo, ao norte, supria Cesareia de água potável. E um sistema de drenagem por baixo da cidade levava o esgoto para o mar. Hoje restam apenas 500 metros do aqueduto original.  
Aqui aconteciam as corridas de carruagens
            A vida civil da nova cidade começou no ano 13 aC, quando Cesareia foi transformada na capital civil e militar da Judeia, e a residência oficial dos procuradores e governadores romanos. Paralelamente, Herodes construiu um grande Hipódromo. Com capacidade para 10 mil pessoas (maior do que o Coliseu em Roma) era onde o rei promovia festas para o povo, com corridas de cavalos e matança de escravos por animais ferozes, como tigres e leões. Ali morreram cristãos, do primeiro século. Também havia um templo dedicado aos deuses romanos. Um terremoto destruiu o porto.
            Atualmente uma das atrações turísticas é o Anfiteatro Tiberium, em homenagem a Tibério, imperador romano. O construtor foi o governador da Judeia, Pôncio Pilatos, o mesmo que condenou Jesus à cruz, o grande tormento usado na época pelos romanos. Em 1961, no teatro de Cesareia, foi encontrada uma pedra com uma inscrição em latim incluindo o nome de Pôncio Pilatos. Reza assim a inscrição:
Inscrição de Pôncio Pilatos
TIBERIEUM
PONTIUS PILATUS
IUDAEAE
Hoje, o anfiteatro está reformado e serve para atrações culturais como teatro e shows. Historicamente, Cesareia foi abalada por três terremotos e saqueada pelos muçulmanos.
         A sensação que se tem nesta volta ao passado é de grande admiração, pois ali foram construídas grandes obras, apesar da dominação romana sobre povo judeu que foi subjugado e ficou sob o domínio romano por mais de 300 anos.

O aqueduto de 37 km
            Em 66 DC começou a revolta judaica que foi subjugada pelos soldados romanos com a destruição de Jerusalém, no ano 70. Milhares de judeus foram mortos e outros tantos, foram dispersados pelo mundo. Posteriormente, em Cesareia começou outro levante contra os judeus que também foram massacrados. A partir de então houve a chamada diáspora dos judeus pelo mundo, sem pátria. Somente dois mil anos depois, em 1948, foi concedido, pela ONU, um pedaço de terra ao atual Estado de Israel. Mas isto é outra história a ser contada mais adiante. Até breve!

Nenhum comentário:

Postar um comentário