quarta-feira, 11 de outubro de 2017

PEDRO EMANUEL SIMON , O PEQUISADOR DA GENEALOGIA DOS SIMON


                        A importância de Pedro Emanuel Simon para este momento que você está lendo é a seguinte: se não tivesse existido este homen, você certamente não estaria lendo este artigo. Mas quem foi Pedro Emanuel Simon?





Pedro Emanuel Simon
                        Antes de mais nada foi um dos homens de cepa - como diz o gaúcho- de valor de sobrenome Simon. Um homem da gema, um homem que viveu sua infância e adolescência na Casa dos Simon, um homem de múltiplas facetas, que você que pertence à grande família Simon deveria orgulhar-se de ser da mesma estirpe de Pedro Emanuel.

                      Ele nasceu no século XIX, precisamente no dia 28 de fevereiro de 1888 - ano da abolição da Escravatura no Brasil, na casa paterna, na Capela N. Sra. do Rosário, em São José do Hortêncio, entre os municípios de Feliz, S. Sebastião do Cai, Linha Nova e Lindolfo Collor. Em 26 de janeiro de 1909, com 21 anos, Pedro Emanuel casa-se com a primeira esposa Catarina Regina Breitenbach tendo os seguintes filhos: Maria Octavilina, Agostinho Lothário, Maria Cordélia, André José, João Amadeu e Maria Theresa. Com a segunda esposa Maria Ferreira da Silva teve os seguintes filhos: Saul, Paula e Maria.  Apesar de ter nascido no século XIX sempre foi um homem avançado para o seu tempo. São suas estas palavras: “Conhecendo o passado, podemos corrigir os erros e viver melhor”. Até os 14 anos somente falava alemão. Suas leituras eram à noite à luz de velas no sótão do casarão do seu pai José Simon e Catarina Steffens.
 

O regente Pedro Emanuel com seus filhos numa banda



                          Pedro Emanuel era um homem tremendamente sensível. No seu lar na Av. Bagé 484, em Porto Alegre, onde viveu os últimos 50 anos, exerceu a profissão de dentista e era funcionário aposentado da Prefeitura de Porto Alegre.  As portas de sua casa estavam sempre abertas. Quantos parentes do interior do Estado se hospedaram em sua casa! Seu sonho era congregar toda a grande família Simon em uma organização familiar. E para tanto, atirou-se à procura dos parentes no interior do Estado, visitando-os de casa em casa, chegando até os confins de Pirapó, às margens do Rio Uruguai. E os dados genealógicos foram aparecendo. Visitava cemitérios de municípios onde residiam os Simon e era assíduo freqüentador do arquivo do Arcebispado de Porto Alegre. Como se não bastasse centenas de cartas foram expedidas a parentes do interior do Estado, solicitando informações genealógicas. Pedro Emanuel iniciou a genealogia nos anos 1940 e pesquisou até sua morte em 1966. A ele devemos todos os dados iniciais desta grande família.

                         O nosso patriarca era uma pessoa inteligente, autodidata, estudioso de línguas, pois falava o alemão, inglês, francês, espanhol, esperanto, além do português. Entendia ainda latim e grego. Para marcar sua grandiosidade de alma, era professor de esperanto, a língua universal.

                         Outro detalhe: como a maioria dos Simon, era músico. Tocava órgão, violino, violão, acordeon e diversos instrumentos de sopro. Gostava de cantar. Era maestro de diversos corais. Em 1945 era organista da paróquia de Guaiba e ao mesmo tempo maestro de um coro a quatro vozes. Além disso, era compositor e fazia arranjos musicais.
Pedro Emanuel nos últimos anos
 de sua vida
Nosso parente foi professor de escolas rurais em Colônia da Palma, no interior de Três de Maio. Ali em uma foto histórica Pedro pousou com seus alunos para a posteridade. E no quadro negro deixou escrito: “A felicidade dos povos e a tranqüilidade dos Estados dependem da educação da mocidade. 20a Aula da Colônia da Palma, 11 de julho de 1918”.

              Era um  homem probo. Não fumava. Não bebia e tinha aversão a qualquer tipo de jogo, que considerava “coisa do diabo”. Em matéria de meio ambiente era um homem muitos anos à frente dos demais de sua época. Era adepto da alimentação natural e de curas por ervas medicinais. Não comia carnes vermelhas e não  colocava adubos químicos  na horta. Enterrava todo o lixo degradável para obter adubo orgânico.

             Era um homem respeitador das individualidades das pessoas, até dos filhos. Sua filha Paula Simon Ribeiro conta que o pai jamais bateu em algum filho e também não dava ordens. Quando queria alguma coisa pedia: - “Filha, faz o favor de buscar meus chinelos”. Se alguma travessura exigia algum castigo, colocava os filhos sentados junto ao gabinete dentário com um livro ou uma revista nas mãos, para ler. Santo castigo!
                    Vítima de um atropelamento de automóvel, faleceu a 13 de outubro de 1966 em Porto Alegre.

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